CURA DIVINA

O Grande médico

Texto base: “Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”. (Isaías 53.4 e 5).

A terceira doutrina cardinal da Igreja do Evangelho Quadrangular mostra Jesus como o Médico Divino, como Aquele que cura, como o Médico dos médicos.

Por causa do pecado de Adão, as doenças e a morte foram trazidas para a humanidade, mas na descrição da Ceia do Senhor pelos apóstolos e em I Coríntios 11.24-34, podemos perceber que a morte de Jesus não trouxe, exclusivamente, a salvação aos homens. Nela, existem dois elementos distintos que trazem dois simbolismos igualmente distintos.

1. O pão – que simboliza o corpo de Cristo, moído, ferido, “partido” por nós para nos trazer a cura das dores e enfermidades;

2. O sangue – que simboliza a nova aliança de Deus com os homens, ou seja, a redenção para os nossos pecados e a salvação de nossas almas. Jesus, portanto, não veio somente para salvar, mas para restaurar a saúde de todo aquele que Nele crer. “Pelas suas pisaduras, fomos sarados”. A cura divina é, portanto, parte do sacrifício de Jesus. Para o perdão, o sangue bastava (se o propósito da cruz fosse somente a salvação). Deus, porém, não queria apenas salvar a humanidade, mas que ela também tivesse vida em “abundância” (João 10.10) e isto inclui saúde, cura e libertação.

É preciso saber, no entanto, que para alcançarmos a cura, existem algumas condições a serem cumpridas.

1. Pertencer a Ele – o homem precisa ser “filho” de Deus (João 1.12). Para ter direito às promessas, é necessário haver um compromisso verdadeiro com o Senhor, reconhecer o sacrifício de Jesus e receber a Cristo. Não que outros não possam ser curados, mas a pessoa deve crer no poder de Deus para alcançar o milagre e isto está aliado à fé em Jesus. Quem não crer não pode obtê-lo.

2. Pedir – O pedir é uma demonstração de fé e confiança em Deus e nas Suas promessas. A Palavra diz: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á” (Mt 7.7).

3. Crer – Nada é possível sem que haja fé. “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”. (Hb 11.6).

4. Receber – Às vezes, achamos que isso é imediato, que oramos e “pum”, o milagre acontece. É difícil ao homem ter de esperar pela benção que é dada SEMPRE no momento certo. Deus não é mentiroso e, quando o que precisamos demora a acontecer, não significa que Ele não nos ouve ou nos abandonou. Para receber, também é preciso ter fé que o Senhor vai fazer o que pedimos, desde que não seja contrário à Sua vontade e princípios. A palavra chave aqui é “descansar”, ou seja, aguardar confiadamente pela resposta de Deus, sem desespero, sem murmuração, mas em paz. Isto é verdadeiramente CONFIAR.
É importante entender que a cura divina chega até nós por intermédio de Jesus e do Espírito Santo que capacita os fiéis a impor as mãos sobre os enfermos para curá-los (Mc 16.18). O que não podemos esquecer, no entanto, é que os milagres não são feitos pelos homens, mas vêm de Deus. Sem a ação do Senhor, nada poderíamos fazer, pois, é dEle que vem o poder e não de nós mesmos.

Simbologia

1. Rosto

O terceiro rosto da visão de Ezequiel era o Rosto de Boi, o qual simbolizava Jesus Cristo como o Médico Divino ou Aquele que Cura. O boi é um símbolo de suportador de cargas. Ele é muito usado para executar trabalhos pesados. As cargas podem ser até além do que ele é capaz de carregar e, se cair no meio do caminho, levanta e continua, chegando ao ponto de morrer pela exaustão. Jesus também não recuou em sua jornada ao Calvário. Ele levou sobre Si o peso dos pecados de toda humanidade, até a morte. “Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si”. (Isaías 53.4a).

2. Evangelho

O Evangelho de Marcos apresenta Jesus como Servo de Deus, “porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”. (Mc 10.45). Jesus mostra, claramente, sua submissão ao declarar-se como “servo” nesse versículo. Ninguém foi ou será tão obediente à vontade de Deus como Ele foi.

3. Símbolo

Pensando em termos simbólicos, por que foi colocado o cálice como símbolo da cura, já que continha o sangue da nova aliança, e não o pão que é a figura do corpo de Cristo moído na cruz para que fôssemos sarados?
Porque não é o cálice da Ceia do Senhor que traz o simbolismo da cura, mas sim, o cálice do Getsêmani (Mc 14.36). Ao pedir que este fosse afastado, Jesus mostra o terror diante do que O esperava e podemos entender que, nesse cálice que Ele teria de beber, estavam nossas dores, sofrimentos e doenças.

4. A cor simbólica na Bandeira

A terceira faixa da bandeira Quadrangular é a azul, a qual simboliza a cura divina. O azul está no céu de onde vem a cura e todas as bênçãos de Deus sobre nós. Ela representa o amor divino que traz esperança e nos faz lembrar da grandeza, generosidade e misericórdia do Senhor.

Esse foi o tema abordado pelo programa 1ª Hora com Deus neste dia (11), assista o programa completo abaixo:

O programa é exibidos todos os dias no Facebook, Youtube e na rádio 104,5FM.

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