BATISMO COM O ESPIRITO SANTO

A Promessa do Pai

Texto base: “E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; e de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.” (Atos 2.1-4).

A segunda doutrina cardinal da Igreja do Evangelho Quadrangular é o Batismo com o Espírito Santo. Jesus, antes de subir aos céus, disse aos discípulos: “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lc 24.49). Era necessário que Jesus fosse “glorificado” antes de cumprir Seu ministério de Batizador com o Espírito Santo. Na terra, Ele veio para ser o Salvador.

Seu objetivo era o de providenciar a restauração da comunhão entre o homem e Deus perdida no Éden. Mas, ao voltar para Sua glória, não podia deixar seus discípulos sozinhos, pois, não tinham poder em si mesmos para vencer as ciladas e investidas de Satanás. Além disso, a pregação do Evangelho do Reino precisava chegar a outros lugares, precisava alcançar a “toda criatura” (Mc 16.15).

A promessa feita por Jesus sobre o batismo com o Espírito Santo cumpriu-se dias depois de Sua Ascensão (Atos 2.1-4), enquanto seus discípulos estavam reunidos à espera desse batismo, como Cristo ordenara. Naquele dia de Pentecostes, Ele cumpriu a previsão de João Batista e não mais parou, pois, o derramamento do Espírito Santo continuou e continua até hoje sobre todos os que creem.

A importância do Batismo com o Espírito Santo

Este é o derramamento do Espírito de Deus “sobre toda a carne”, predito pelo profeta Joel e que pode ser lido em seu livro (Joel 2.28-29). Qual a importância para os cristãos buscarem essa experiência?

1. Atos 1.4-5: “E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes. Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias”. Para começar, você pode perceber que o próprio Jesus fez questão de instruir aos discípulos sobre a importância desse batismo quando ordenou que esperassem em Jerusalém até que fossem “revestidos de poder”. (Lc 24.49)

2. Marcos 16.17: “E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão”. O Espírito Santo é quem capacita o cristão para realizar sinais e operar milagres. Sem ele, o homem não tem poder para curar, expulsar demônios ou até mesmo para pregar o evangelho com ousadia e sabedoria.

3. João 14.12: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai”. Esta promessa feita por Jesus aos seus discípulos só pode se cumprir na vida daquele que é batizado com o Espí- rito Santo, pois é ele quem dá poder para que o fiel faça as mesmas obras que Jesus fez.

4. João 16.8: “E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo”. Não é a eloquência do pregador ou seu conhecimento e capacidade que levam as pessoas a crerem na Palavra de Deus, mas sim o Espírito Santo. Você pode ser um excelente orador, ter uma sabedoria acima da média, ser carismático e possuir inúmeras qualidades, mas tudo isto é nada sem a ação de Deus em sua vida. Como a própria Bíblia ensina, não somos capazes, “por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, o qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica.” (II Cor. 3.6).

No livro de Hebreus (13.8), encontramos que “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente”. Este texto, que é o lema da Igreja do Evangelho Quadrangular, mostra que Jesus não mudou e nem mudará.

E é Ele quem nos traz esse revestimento de poder, pois, ao subir aos céus, cumpriu sua promessa de nos enviar o Consolador para que pudéssemos continuar Sua obra. O Velho Testamento está repleto de referências sobre isso. Muitos profetas falaram pelo Espírito Santo, profetizaram, operaram maravilhas e milagres.

O que importa aqui é entender que Deus sempre quis estar próximo do homem, cuidando dele, alertando-o contra perigos iminentes, falando à ele como nos dias do Éden e mostrando que Ele ainda o ama. Hoje, podemos ter essa experiência maravilhosa em nossas vidas e sentir a presença do Senhor, não apenas superficialmente, mas intimamente, pois, Ele habita em nós através de Seu Santo Espírito.

Simbologia

1. Rosto

Na visão de Ezequiel, Jesus é tipificado no Rosto de Leão. Este animal é símbolo de poder e força e, na Bíblia, encontramos a menção de muitos homens que o subjugaram e foram exaltados por este feito (Jz 14.5-6; II Sm 17.34-36; II Sm 23.20). Jesus é chamado de Leão da Tribo de Judá porque a Ele foi “dado todo o poder no céu e na Terra” (Mt 28.18).

2. Evangelho

O Evangelho de João apresenta Jesus Cristo como o Filho de Deus (João 1.34; 3.18; 5.25; 9.35; 20.31; etc.). Esse evangelho foi direcionado a todos os crentes, independente de raça, língua, tribo ou espaço temporal, pois, alcançou também nossos dias. Ele mostra a natureza divina de Cristo, enquanto os demais enfocam a origem e natureza humana de Jesus.

3. Símbolo

A Pomba simboliza o Batismo com o Espírito Santo e, para os Quadrangulares, a relação entre ambos não está firmada nas características dessa ave que se assemelha ao fruto do Espírito (brandura, doçura, amabilidade, 15 inocência, suavidade, paz, pureza e paciência), mas no fato dela ter sido citada diretamente nos evangelhos como a forma tomada pelo Espírito Santo ao descer sobre Jesus logo após seu batismo nas águas com João Batista (Mt 3.16; Mc 1.10; Lc 3.22; Jo 1.32).

4. A cor simbólica na Bandeira

A segunda faixa da Bandeira Quadrangular é a amarela, ou ouro, a qual simboliza o fogo do Espírito Santo. Esta cor encontra-se em segundo lugar, assim como a doutrina cardinal, porque o Batismo com o Espírito Santo deve ser buscado com fervor por todos os que recebem a salvação. É através do poder espiritual desse batismo que o crente é edificado e fortalecido em todas as áreas de sua vida.

Esse foi o tema abordado pelo programa 1ª Hora com Deus neste dia (9), assista o programa completo abaixo:

PARTE 1

PARTE 2

O programa é exibidos todos os dias no Facebook, Youtube e na rádio 104,5FM

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